A semana
de Libertadores, principalmente ainda em sua fase inicial, diferente dos
alçapões do mata-mata, desperta um êxtase, um sentimento especial no torcedor.
Tão presente nas letras de torcidas pela América, a Copa é sempre a obsessão de
quem a disputa. Porém, o Grêmio se encontra em situação delicada e o predomínio
para iniciar as oitavas contra o San Lorenzo é de preocupação. Dessa vez, a
curva é mais íngreme e mais derradeira do que quando venceu o Atlético Nacional
na Colômbia, após derrota no primeiro Gre-Nal da final gaúcha. Noite de
quarta-feira de nervos à flor da pele.
Tricolor
acumula dois péssimos resultados e atuações. O maior golpe ocorreu na goleada
sofrida no segundo Gre-Nal. Na busca de reabilitação, a estreia no Brasileirão
também não deixou boas impressões. Com a zaga e o goleiro reservas testados,
derrota por 1 a 0 para o Atlético Paranaense, exatamente em gol de bola parada.
Amarrado à volância no meio campo, pouco produziu para alterar o resultado.
Com meus
botões e em breves comentários, pensei que para encarar o San Lorenzo, Grêmio
teria as importantes voltas do xerife Rhodolfo e do lateral Wendell. Os dois
estão vetados do jogo por conta de lesões. Quem retorna à disposição é o garoto
Luan, no ataque. Marcelo Grohe, que sentiu desconforto minutos antes do duelo
com o Atlético Paranaense e foi desfalque nessa estreia, também é dúvida. O
goleiro reserva Busatto não passa confiança aos gremistas.
Espero já
ter dado para entender que o San Lorenzo vai muito além do Papa Francisco na
distante e devota torcida. Na perseguição que faço aos trocadilhos e que os
trocadilhos me fazem, o resumo crucial. Em um momento decisivo, Grêmio vindo de
más jornadas, encara confronto em BUENOS AIRES. Acalmar os ânimos para
desfrutar dos desejados bons ares só com um bom resultado. Empate com gols ou a
sonhada vitória fora de casa. Para o Tricolor não se sentir tão mal ambientado,
o jogo será em local com nome de ponto turístico portoalegrense: o nuevo
GASÔMETRO. Mas com recepção nada amigável de mais de 40 mil fanáticos
argentinos, nada que lembre a tranquilidade do pôr do sol da capital gaúcha.
Se a
responsabilidade do elenco do contestado Enderson Moreira com a torcida
gremista é grande, por que não uma força tricolor de lá mesmo? O Club Almagro,
que disputa a segunda divisão argentina, é um grande parceiro do Grêmio. Com
uniformes quase idênticos, é possível ver camisas do porto-alegrense em jogos
do Almagro. As diretorias dos clubes inclusive já trocaram placas de homenagens
no centenário dos argentinos.
Com
desfalques importantes e retrospecto ruim em abril, o Grêmio em Buenos Aires
buscará superação. Apesar da entidade do Vaticano contra na ocasião, a reza nas
ausências defensivas será fundamental. Para chegar aos cobiçados "buenos
aires", certeza de muito incenso antes.
Texto de @HenriqueKonig, quem puder acesse o blog http://www.entreveropampeano.org/


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